É difícil, menino,
Com tanta emotividade
Fazer coisas de liberdade
Sem passar por libertino;
Sentir a dor dessa palavra
Cunhada com pejoração,
Mas dentro do coração
Seu bom sentido nos desbrava;
Seu bom sentido se desdobra
Dentro de nossa paisagem
Que é de cada um viagem,
Cujo destino é uma obra:
Criação de gente aflita
Alcunhada questionável,
Quando morre é memorável
Até chamarem de infinita . . .
"A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser humano." (Clarice Lispector)
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Big Bang
Põe as tuas mãos sobre as tuas próprias mãos
E livra-te de todas as armas que te fazem segurar,
Não mates nada mais do que teus íntimos senãos
E despe-te de toda palavra mais pesada que o ar.
Anuncia a chegada de ti próprio a ti mesmo
E canta a liberdade que só no âmago encontras,
Abre-te o teu milhão de defeitos a esmo
E, como um Deus, cura todas as tuas sombras.
E livra-te de todas as armas que te fazem segurar,
Não mates nada mais do que teus íntimos senãos
E despe-te de toda palavra mais pesada que o ar.
Anuncia a chegada de ti próprio a ti mesmo
E canta a liberdade que só no âmago encontras,
Abre-te o teu milhão de defeitos a esmo
E, como um Deus, cura todas as tuas sombras.
domingo, 11 de novembro de 2012
Equilíbrio
O caminho do meio
Está entre os extremos,
Em nutrir-se no seio
Da beleza que contemos;
Entre o senso de defesa
E a passividade ,
Entre a mente muito tensa
E a falta de vontade .
Encontra-se o caminho
Conhecendo paradoxos,
E na rota do carinho
Os respeitos ortodoxos;
O passado e o futuro,
A razão e o coração,
O presente sai do escuro
Sob a luz de uma oração.
Está entre os extremos,
Em nutrir-se no seio
Da beleza que contemos;
Entre o senso de defesa
E a passividade ,
Entre a mente muito tensa
E a falta de vontade .
Encontra-se o caminho
Conhecendo paradoxos,
E na rota do carinho
Os respeitos ortodoxos;
O passado e o futuro,
A razão e o coração,
O presente sai do escuro
Sob a luz de uma oração.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Natural
A dolente chama
Um dia se apaga,
Porque só divaga
O achar que se ama;
A suave harmonia
Sempre se dilata
Por dentro da mata
Como o nascer do dia .
Uma flor que nos afaga,
Uma natural simpatia,
Notas de melodia
Que se propaga;
Uma pura cantata
Que parece fugidia,
Mas espera luzidia
Nossa voz sensata,
Inaudita . . .
Um dia se apaga,
Porque só divaga
O achar que se ama;
A suave harmonia
Sempre se dilata
Por dentro da mata
Como o nascer do dia .
Uma flor que nos afaga,
Uma natural simpatia,
Notas de melodia
Que se propaga;
Uma pura cantata
Que parece fugidia,
Mas espera luzidia
Nossa voz sensata,
Inaudita . . .
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Artistas
Grande parte da felicidade
Que chega a minha alma
Provém da amizade
Dos colegas;
Grande parte da minha vida
É decidida com mais calma
Porque sigo a minha lida
Com amigos;
Grande parte dessa tela
Tem as cores do infinito
Porque ponho sobre ela
Sonhadores;
Que me ensinam grande parte
Do que é ter companhia,
Cada um em sua arte
Do dia a dia .
Que chega a minha alma
Provém da amizade
Dos colegas;
Grande parte da minha vida
É decidida com mais calma
Porque sigo a minha lida
Com amigos;
Grande parte dessa tela
Tem as cores do infinito
Porque ponho sobre ela
Sonhadores;
Que me ensinam grande parte
Do que é ter companhia,
Cada um em sua arte
Do dia a dia .
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Suicida
Questiona-se a capacidade
Diante da prova da vida;
E como um bom suicida
Atira-se em busca da felicidade .
Ofusca-se entre os homens
Em busca da mesma guarida;
Que a alegria não é competida
Sabe o ser que sente as nuvens.
Pensa-se tanto em ter alívio,
Em ter eterna passividade,
Em despir-se da responsabilidade
Sem passar por suicídio. . .
E assim espera-se o impossível
Ou corre-se atrás de miragens
Por intermináveis viagens
Julgando-se invencível .
Diante da prova da vida;
E como um bom suicida
Atira-se em busca da felicidade .
Ofusca-se entre os homens
Em busca da mesma guarida;
Que a alegria não é competida
Sabe o ser que sente as nuvens.
Pensa-se tanto em ter alívio,
Em ter eterna passividade,
Em despir-se da responsabilidade
Sem passar por suicídio. . .
E assim espera-se o impossível
Ou corre-se atrás de miragens
Por intermináveis viagens
Julgando-se invencível .
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O Amanhecer De Sua Glória
Sente-se o abandono
No pesadelo que ocorre;
Acorda-se de um sono
Quando se morre;
Mas acorda-se também
Quando se está em vida
E levanta-se muito bem
Da noite para o dia .
Levanta-se, sente-se
De dentro para fora;
E as coisas compreende-se
Do centro para o agora;
E a vida nos contenta
No amanhecer de sua glória
Na medida em que se ausenta
Quanto às buscas em uma história .
No pesadelo que ocorre;
Acorda-se de um sono
Quando se morre;
Mas acorda-se também
Quando se está em vida
E levanta-se muito bem
Da noite para o dia .
Levanta-se, sente-se
De dentro para fora;
E as coisas compreende-se
Do centro para o agora;
E a vida nos contenta
No amanhecer de sua glória
Na medida em que se ausenta
Quanto às buscas em uma história .
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