Uma criança segura uma rosa
Em meio a uma vida que
Não pode mensurar.
Não sabe se terá de sentir o perfume amanhã .
Não sabe se terá de viver alguns espinhos.
Mas que viva com toda a natureza
De uma rosa que hoje segura,
Apesar de cortada em suas mãos.
Porque tem mãos para tanto.
Porque tem vida para tudo.
Lapidário
"A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser humano." (Clarice Lispector)
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Escola
As palavras sendo refinadas pela tua lágrima
O caminho de tua mão é a do encontro com outra
Podes abraçar quantos couberem em tua solidão
Tu não sabes o quanto esperas por alívio
Há uma sede infinita de crescimento
Uma vontade existe além desta cegueira
Porque a vida foi feita para o nascimento
A cada segundo nasce uma possibilidade
Uma intuição pede muito por renovação
Isto tudo é apenas a tua escola de amar
O caminho de tua mão é a do encontro com outra
Podes abraçar quantos couberem em tua solidão
Tu não sabes o quanto esperas por alívio
Há uma sede infinita de crescimento
Uma vontade existe além desta cegueira
Porque a vida foi feita para o nascimento
A cada segundo nasce uma possibilidade
Uma intuição pede muito por renovação
Isto tudo é apenas a tua escola de amar
sábado, 1 de dezembro de 2012
Ciência
Tempo de voltar às palavras,
De colher o sumo difícil
Dos conhecimentos.
Cada ciência em seu lugar,
Incompletamente mas crescendo,
E no movimento do universo
Todas completamente
Acontecendo. . .
Tenta-se descobrir o que já é .
É o trabalho de quem nasce .
Crescer à base do que já está .
Para estudar o infinito.
De colher o sumo difícil
Dos conhecimentos.
Cada ciência em seu lugar,
Incompletamente mas crescendo,
E no movimento do universo
Todas completamente
Acontecendo. . .
Tenta-se descobrir o que já é .
É o trabalho de quem nasce .
Crescer à base do que já está .
Para estudar o infinito.
Pas de Deux
A dança é o alívio do corpo
Em sua música com a alma na Terra .
É a matéria em ritmo,
É a matéria em melodia,
É a matéria em harmonia
Com o espírito santo.
Em sua música com a alma na Terra .
É a matéria em ritmo,
É a matéria em melodia,
É a matéria em harmonia
Com o espírito santo.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Alucinação
O dia passa, meu amor. . .
Eu não lhe conheço,
Mas seja lá quem for
Desde já desanoiteço:
Estou aos pés da manhã
Contando raios de sol,
Calando a canção malsã
Inimiga do arrebol .
Como gostaria de apenas
Falar sem por as dores,
Escrever apenas poemas
Sem prosaicos odores;
Mas o amor sem guia
E a fé sem fronteira
Encontram a noite fria
E o tombo na cegueira .
Não me encontro tão mal,
Mas compreendo a razão
De trazer-me ao real
Reeducando um coração.
Eu não lhe conheço,
Mas seja lá quem for
Desde já desanoiteço:
Estou aos pés da manhã
Contando raios de sol,
Calando a canção malsã
Inimiga do arrebol .
Como gostaria de apenas
Falar sem por as dores,
Escrever apenas poemas
Sem prosaicos odores;
Mas o amor sem guia
E a fé sem fronteira
Encontram a noite fria
E o tombo na cegueira .
Não me encontro tão mal,
Mas compreendo a razão
De trazer-me ao real
Reeducando um coração.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
A Criação
É difícil, menino,
Com tanta emotividade
Fazer coisas de liberdade
Sem passar por libertino;
Sentir a dor dessa palavra
Cunhada com pejoração,
Mas dentro do coração
Seu bom sentido nos desbrava;
Seu bom sentido se desdobra
Dentro de nossa paisagem
Que é de cada um viagem,
Cujo destino é uma obra:
Criação de gente aflita
Alcunhada questionável,
Quando morre é memorável
Até chamarem de infinita . . .
Com tanta emotividade
Fazer coisas de liberdade
Sem passar por libertino;
Sentir a dor dessa palavra
Cunhada com pejoração,
Mas dentro do coração
Seu bom sentido nos desbrava;
Seu bom sentido se desdobra
Dentro de nossa paisagem
Que é de cada um viagem,
Cujo destino é uma obra:
Criação de gente aflita
Alcunhada questionável,
Quando morre é memorável
Até chamarem de infinita . . .
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Big Bang
Põe as tuas mãos sobre as tuas próprias mãos
E livra-te de todas as armas que te fazem segurar,
Não mates nada mais do que teus íntimos senãos
E despe-te de toda palavra mais pesada que o ar.
Anuncia a chegada de ti próprio a ti mesmo
E canta a liberdade que só no âmago encontras,
Abre-te o teu milhão de defeitos a esmo
E, como um Deus, cura todas as tuas sombras.
E livra-te de todas as armas que te fazem segurar,
Não mates nada mais do que teus íntimos senãos
E despe-te de toda palavra mais pesada que o ar.
Anuncia a chegada de ti próprio a ti mesmo
E canta a liberdade que só no âmago encontras,
Abre-te o teu milhão de defeitos a esmo
E, como um Deus, cura todas as tuas sombras.
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