E se move entre quartos,
Troca os fatos e os envolve
Com os fartos descaminhos;
Quantos ninhos já desfeitos,
Tão alheios sem destino,
Tão entregues a terceiros,
Sem um fino sentimento.
O que o vento já desaba
De tão fraca a estrutura,
Só tortura quem desama,
Só tem cura com o tempo;
E se o vento só reclama
E quem ama não desprende
Da sua mente essa chama,
Tende a ser um ser ausente .