Questiona-se a capacidade
Diante da prova da vida;
E como um bom suicida
Atira-se em busca da felicidade .
Ofusca-se entre os homens
Em busca da mesma guarida;
Que a alegria não é competida
Sabe o ser que sente as nuvens.
Pensa-se tanto em ter alívio,
Em ter eterna passividade,
Em despir-se da responsabilidade
Sem passar por suicídio. . .
E assim espera-se o impossível
Ou corre-se atrás de miragens
Por intermináveis viagens
Julgando-se invencível .
"A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser humano." (Clarice Lispector)
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O Amanhecer De Sua Glória
Sente-se o abandono
No pesadelo que ocorre;
Acorda-se de um sono
Quando se morre;
Mas acorda-se também
Quando se está em vida
E levanta-se muito bem
Da noite para o dia .
Levanta-se, sente-se
De dentro para fora;
E as coisas compreende-se
Do centro para o agora;
E a vida nos contenta
No amanhecer de sua glória
Na medida em que se ausenta
Quanto às buscas em uma história .
No pesadelo que ocorre;
Acorda-se de um sono
Quando se morre;
Mas acorda-se também
Quando se está em vida
E levanta-se muito bem
Da noite para o dia .
Levanta-se, sente-se
De dentro para fora;
E as coisas compreende-se
Do centro para o agora;
E a vida nos contenta
No amanhecer de sua glória
Na medida em que se ausenta
Quanto às buscas em uma história .
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
(Re)Visão
Eu encontrei as chaves
E então abri as portas –
Conheci por pautas tortas
Mais de um milhão de claves. . .
Ao conter conhecimento
Sobre dominar os mares,
Pus-me a escoar os males
Refocando o sentimento. . .
Quão feliz fiquei aberto
E a me estufar o peito,
Inspirando o meu respeito
Sobre o amor que há no certo. . .
Nunca mais eu me desloco
Desta mente em movimento,
Deste coração sedento –
São dois olhos em um foco. . .
E então abri as portas –
Conheci por pautas tortas
Mais de um milhão de claves. . .
Ao conter conhecimento
Sobre dominar os mares,
Pus-me a escoar os males
Refocando o sentimento. . .
Quão feliz fiquei aberto
E a me estufar o peito,
Inspirando o meu respeito
Sobre o amor que há no certo. . .
Nunca mais eu me desloco
Desta mente em movimento,
Deste coração sedento –
São dois olhos em um foco. . .
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Ao Grande Pai
Ao pai de todas as matérias
Posso pedir o conhecimento,
O diário consentimento
As minhas veias mais etérias;
Mas assim estaria pedindo
Um retorno antecipado,
Tão saudoso e aguardado
Ao meu lar eterno, lindo. . .
Estaria contemplando apenas
Um futuro belo e certo
E sofreria no aqui deserto
Mais do que minhas duras penas;
Cabe enfim cumprir agora
O que é cruz, o que é tormento,
Pra que todo meu alento
Cumpra ao menos uma aurora .
Posso pedir o conhecimento,
O diário consentimento
As minhas veias mais etérias;
Mas assim estaria pedindo
Um retorno antecipado,
Tão saudoso e aguardado
Ao meu lar eterno, lindo. . .
Estaria contemplando apenas
Um futuro belo e certo
E sofreria no aqui deserto
Mais do que minhas duras penas;
Cabe enfim cumprir agora
O que é cruz, o que é tormento,
Pra que todo meu alento
Cumpra ao menos uma aurora .
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Estudo
Sei que é dolorido e os revolta
O que construo por meu futuro;
Vejo que é incrível e me solta
Dos seres que vivem no obscuro.
Elevar a consciência mediana
Ao alto que pode e que já é;
Do escuro reerguer a caravana
Com meu nome, meu braço, minha fé .
Ver o que meu próprio pé pisa,
Em que mar meu ser navega;
Distiguir o que o impuro profetiza
Do Deus que me norteia a alma cega .
O que construo por meu futuro;
Vejo que é incrível e me solta
Dos seres que vivem no obscuro.
Elevar a consciência mediana
Ao alto que pode e que já é;
Do escuro reerguer a caravana
Com meu nome, meu braço, minha fé .
Ver o que meu próprio pé pisa,
Em que mar meu ser navega;
Distiguir o que o impuro profetiza
Do Deus que me norteia a alma cega .
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Distinção
Amanhã conhecerei, nesta vida,
A superação dos meus dias frios
Instigados pelas sombras da lida,
Pelos desejos dos irmãos sombrios.
De manhã eu sinto seus suplícios
E uma consequente dualidade :
Seres tão carentes de seus vícios,
Eu que aprendo a ouvir minha vontade .
Eu que enfim distingo o que sinto
Do que sentem os irmãos solitários:
Tudo que agora a mim consinto
Não passa pelo crivo desses vários;
Tudo que em mim hoje reinstruo
Resiste à bela luz do dia,
Compreende até o que construo
Dentro da noite mais fria .
A superação dos meus dias frios
Instigados pelas sombras da lida,
Pelos desejos dos irmãos sombrios.
De manhã eu sinto seus suplícios
E uma consequente dualidade :
Seres tão carentes de seus vícios,
Eu que aprendo a ouvir minha vontade .
Eu que enfim distingo o que sinto
Do que sentem os irmãos solitários:
Tudo que agora a mim consinto
Não passa pelo crivo desses vários;
Tudo que em mim hoje reinstruo
Resiste à bela luz do dia,
Compreende até o que construo
Dentro da noite mais fria .
sábado, 21 de julho de 2012
Solidão
Lágrimas correram por meu rosto
Como mares ou enchentes fugidias
Em um misto de alegria e desgosto;
Músicas vibraram melodias
Tão bonitas em mostrarem-se o oposto
Do ambiente em que passo os meus dias;
Líricas as flores deste posto
De sentir a solidão das minhas vias
E enfim não estranhar seu tenso gosto;
Bélicas as lágrimas sadias
Que destroem com o sentimento exposto
A grande duração das horas frias.
Como mares ou enchentes fugidias
Em um misto de alegria e desgosto;
Músicas vibraram melodias
Tão bonitas em mostrarem-se o oposto
Do ambiente em que passo os meus dias;
Líricas as flores deste posto
De sentir a solidão das minhas vias
E enfim não estranhar seu tenso gosto;
Bélicas as lágrimas sadias
Que destroem com o sentimento exposto
A grande duração das horas frias.
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