segunda-feira, 20 de agosto de 2012

(Re)Visão

Eu encontrei as chaves
E então abri as portas
Conheci por pautas tortas
Mais de um milhão de claves. . .
Ao conter conhecimento
Sobre dominar os mares,
Pus-me a escoar os males
Refocando o sentimento. . .
Quão feliz fiquei aberto
E a me estufar o peito,
Inspirando o meu respeito
Sobre o amor que há no certo. . .
Nunca mais eu me desloco
Desta mente em movimento,
Deste coração sedento
São dois olhos em um foco. . .   
 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ao Grande Pai

Ao pai de todas as matérias
Posso pedir o conhecimento,
O diário consentimento
As minhas veias mais etérias;
Mas assim estaria pedindo
Um retorno antecipado,
Tão saudoso e aguardado
Ao meu lar eterno, lindo. . .
Estaria contemplando apenas
Um futuro belo e certo
E sofreria no aqui deserto
Mais do que minhas duras penas;
Cabe enfim cumprir agora
O que é cruz, o que é tormento,
Pra que todo meu alento
Cumpra ao menos uma aurora .

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Estudo

Sei que é dolorido e os revolta
O que construo por meu futuro;
Vejo que é incrível e me solta
Dos seres que vivem no obscuro.
Elevar a consciência mediana
Ao alto que pode e que já é;
Do escuro reerguer a caravana
Com meu nome, meu braço, minha fé .
Ver o que meu próprio pé pisa,
Em que mar meu ser navega;
Distiguir o que o impuro profetiza
Do Deus que me norteia a alma cega .

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Distinção

Amanhã conhecerei, nesta vida,
A superação dos meus dias frios
Instigados pelas sombras da lida,
Pelos desejos dos irmãos sombrios.
De manhã eu sinto seus suplícios
E uma consequente dualidade :
Seres tão carentes de seus vícios,
Eu que aprendo a ouvir minha vontade .
Eu que enfim distingo o que sinto
Do que sentem os irmãos solitários:
Tudo que agora a mim consinto
Não passa pelo crivo desses vários;
Tudo que em mim hoje reinstruo
Resiste à bela luz do dia,
Compreende até o que construo
Dentro da noite mais fria .